Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, VILA MARIANA, Mulher



Histórico


Outros sites
 Belgesto - Assessoria ONGs
 Revista Cristianismo Hoje
 Publish News - Informativo do mundo editorial
 Grupos de Encontro
 Gabriel e Paolo tocando música erudita
 Blog da Cássia
 Blog Mulher Total
 Blog da Lêticia


 
Esther Carrenho - CHARIS


RUÍNAS

RECOMEÇANDO

Hoje acordei mais cedo, por isso pude fazer minha devocional. Li o Salmo 74, que é um poema feito por alguém da família do Asafe. E uma frase, dentro da oração proferida, me chamou a atenção: "Volta os teus passos para aquelas ruínas irreparáveis, para toda a destruição que o inimigo causou em teu santuário".

É um poema que refere-se a destruição do templo judaíco. Mas com o advento Cristo Jesus, o templo passou a ser o corpo de cada um. Então hoje quero contextualizar as palavras do poeta de tantos anos atrás:

"Senhor, volta os teus passos para aquelas ruínas irrepáraveis no corpo daqueles que em algum momento da vida foram atingidos pela maldade humana". E que assim seja!



Escrito por esther carrenho às 09h07
[] [envie esta mensagem] []



TESOUROS NO CÉU!

O MAIOR ROUBO DE JÓIAS NO BRASIL!

 Acabei de ler na revista Veja, sobre o assalto e arrombamento dos cofres particulares do Banco Itaú que fica na Avenida Paulista, esquina com a Rua Frei Caneca. Doze homens fizeram-se passar por trabalhadores de uma equipe de manutenção e conseguiram entrar no lugar dos cofres, tido como seguro. Arrombaram 138 cofres e levaram jóias e ouro equivalente a 100 milhões de reais. Imediatamente lembrei-me do texto dito por Cristo: “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam...”

Impressionante como nada é obstáculo para pessoas ousadas, inteligentes, que não temem perder a própria vida, quando estas querem roubar algo. Por mais difícil ou seguro que seja o lugar, quem quer roubar uma jóia de alto valor ou qualquer outra pedra preciosa ou ouro, com certeza conseguirá. Deve ser esta a razão pela qual Cristo já anunciou há mais de 2.000 anos atrás, qual era o lugar seguro de guardar tesouros: nos céus! “...Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e o ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam.”

 Acho que a pergunta que não quer calar, é: “Como se manda para o céu, nossos ouros e nossas jóias?” Só tem um jeito: transformar nossos tesouros em coisas que pessoas, menos privilegiadas socialmente, possam aproveitar como: escola, pão, seguro saúde, moradia, cobertores e com certeza tem mais coisas que podem transformar a vida das pessoas aqui. Ou então ficar disponível para todo e qualquer um que em algum momento necessite de algo que posso oferecer: um ombro, um colo, um abraço, uma escuta amorosa e empática. Enfim se dispor ao esvaziamento para poder receber quem necessite de acolhimento! E o tempo gasto com estas pessoas também é tesouro guardado.

Pessoas são eternas. E se são eternas, o tesouro está garantido. Será também eterno. E o que investimos em pessoas não corre o risco de ser corroído por traças, nem destruído pela ferrugem. E jamais ladrão algum, por mais esperto e inteligente que seja, conseguirá roubar.

Sou grata a várias pessoas que ao invés de investir em jóias, ouro ou coisas materiais, resolveram investir na minha vida, quando eu esta necessitada e sem recursos para caminhar na direção que queria: estudar! Por causa destes investimentos hoje posso envelhecer com mais tranqüilidade e ainda posso, juntamente com meu marido, sustentar três crianças. Estas pessoas, com certeza guardaram parte do que tinham num lugar onde nenhum ladrão pode chegar: Na minha vida! 



Escrito por esther carrenho às 00h04
[] [envie esta mensagem] []



CRIANÇAS NA MISÉRIA

ROENDO OSSOS

 

 Li no blog do Renato Vargens sobre a tristeza dele quando soube que crianças em Burundi comem grama.

Rapidamente me veio a mente que está realidade é também brasileira. Enquanto, uma pequena porcentagem de pessoas (que no Brasil são milhões) dorme em “berço de ouro”, outras crianças, vivem na mais terrível miséria. Não pude deixar de lembrar a minha infância.

Meu pai era um homem trabalhador, minha mãe uma mulher guerreira, mas o dinheiro que entrava na minha casa, mal dava para o açúcar e farinha de trigo. Tínhamos quase nada. Apenas os alimentos e algumas frutas que dava na terra que meu pai cultivava plantando eucaliptos para os fazendeiros.

Nunca passei fome, mas meu corpo tinha necessidades que os alimentos ingeridos não supriam. Então, muitas vezes eu comi cal das paredes; roí ossos secos e mais que uma vez comi terra. Na vida adulta descobri que cal e ossos possuem cálcio; e a terra tem nutrientes que o corpo aproveita. Mas eu comia porque a miséria era demais e meu corpo em crescimento buscava onde suprir tais necessidades!

Um casal me viu, quando era tinha apenas 13 anos, e se encheram de compaixão. Fui morar na casa deles. Eles providenciaram escola para que eu continuasse a estudar e eu ajudava no cuidado com os filhos do casal. Estudei e ainda estudo. Hoje vivo bem. Trabalho e posso escolher o que comer.

Que meu coração sempre tenha gratidão para este casal. E que sempre se abra para ajudar tantas outras crianças a não buscarem nutrientes que o corpo precisa na grama e nos ossos secos.




Escrito por esther carrenho às 11h08
[] [envie esta mensagem] []



CASAMENTO II

NOSSO ALMOÇO.

 

Onze de julho de dois mil e onze. Quarenta e um anos de casamento. Segunda-feira. Resolvemos almoçar em algum restaurante charmoso da Vila Mariana. Comecei a procurar e nada. Todos os que gostaríamos de ir, estavam fechados, por ser segunda-feira. Tive uma idéia e compartilhei com o Eliel; “Que tal você buscar um salmão pronto, eu faço um arroz especial e almoçamos aqui”? Ele topou. Misturei arroz vermelho, arroz integral, grãos de cevadinha e grãos de trigo. E não é que ficou um arroz com uma coloração que despertava mais ainda, o apetite! Era um tom marrom puxado para a cor de tomate seco. Bom de ver e saborear com os olhos. Salada de tomate e azeitonas pretas. Arrumei a mesa com capricho e abrimos uma garrafa de vinho, tinto português safra 2007, que é o que mais gosto.

Saboreamos com muito gosto o arroz quentinho com o peixe e a salada, intercalando com uma taça do delicioso vinho. Nada melhor! E muito, mas muito mais barato do que qualquer restaurante.

De sobremesa, convidamos a Cassia e o Rafael, que estavam em São Paulo, para nos acompanhar no café e uma fatia de bolo na casa de bolos Sensação da rua Rodrigues Alves. Companhia deliciosa a deles.

Voltamos para casa felizes e contentes com o nosso dia!




Escrito por esther carrenho às 22h38
[] [envie esta mensagem] []



CASAMENTO I

 

Pergunta Recorrente: Seu casamento é bom?

 

As vezes, eu mesma olho para minha história e custo acreditar que, realmente, eu gosto de estar casada e amo o mesmo homem por  41 anos. Entendo estas perguntas. Entendo também aqueles que ficam de olho para descobrir alguma coisa que justifique a afirmação: “Viu só. Eles não se dão tão bem assim.”

A maior prova de que meu casamento é bom é que no mês passado tiramos férias e por 21 dias ficamos juntos quase que vinte e quatro horas por dia. E, foi muito bom. Eu gostei de ficar tanto tempo juntos. E quando queria estar só, me afastava e ele sempre respeitou meus afastamentos sem me cobrar nada. O contrário também é verdadeiro.

Foi sempre assim? Não. Houve uma época da minha vida que me vi com todos os desejos da adolescência (fase que foi queimada na minha vida, porque eu tive que trabalhar e estudar muito duro até me casar), quando já tinha mais de trinta. E nesta fase tive muita vontade de “virar a própria mesa”. Mas eu me lembrava a cada momento que tinha uma responsabilidade para com meus dois filhos: cuidar deles. Tomei consciência também que meu marido não tinha nada a ver com as faltas da minha vida. E que, como marido, ele nunca supriria as minhas carências, da adolescência e as infantis E muito menos conseguiria suprir as carências que eram da minha história. Dolorosamente escolhi agüentar a dor da falta e seguir em frente, usando todos os recursos para fazer dar certo, enquanto der...

Aos poucos fui me dando conta: ali tinha um homem que as vezes era uma tremenda bênção para mim; outras um pesado fardo. Mas vi também, que eu era para ele a mesma coisa. O que fazer então, para que o peso do fardo não esmague a bênção e a alegria de Com Viver?

Só tinha um caminho: Encarar toda a verdade no que se referia a nossa parceria. Quem eu era? Quem ele era? O que me feria? E o que o magoava? O que contribuía para que ele falasse? E o que me ajudava a silenciar? Onde estava a bondade dele? E o que aconteceu com a minha força?

Encaramos: Nos ofendemos; choramos; silenciamos, nos afastamos. Retomamos: Mais ataques; mais ofensas; mais choro; distanciamentos. Reflexão: Eu estou errada, me perdoa. A resposta vinha: “Perdoada! Eu também estou errado em muitas coisas.” "Você está perdoado"! Eu declarava.

E assim chegamos a conclusão que o contrato que nos levara ao altar não servia mais. E conscientemente anulamos aquele contrato, e fizemos um novo.

Descobri:

  • Que a regra de outros pouco ajuda.
  • Que falar a verdade é muito importante, mas o amor que é fundamental, precede a verdade!
  • Que afastar, sem perder o vínculo, é tão importante quanto aproximar sem perder a individualidade!
  • Que a canção "EU TE AMO" do Chico Buarque (“...o paletó dele enlaçava meu vestido...o meu sapato ainda pisa o seu sapato...Como é que eu vou partir?”) é verdadeira e confirma:  Pode até haver divórcio. Mas separação? Nunca mais. Um leva algo do outro e deixa algo de si...Por isso nos comprometemos muitas vezes e continuamos. 
  • Que eu não sou mais a mesma mulher de 45 anos atrás; mas ele também é um outro homem.
  • Que não consegui mudar, nele, as coisas que achava que dava pra mudar...Quando ele sai da mesa, eu ainda empurro a cadeira dele para debaixo da mesa...
  • Que nossas vidas se entrelaçaram: eu tenho muito dele e ele tem muito de mim. Fecundamos um ao outro.Minha determinação está entremeada da compaixão que é a marca destacada dele; e os respingos da minha força consolidaram a bondade dele.

Enfim, gosto de voltar para casa, depois das minhas viagens ou do meu dia de trabalho; e percebo: ele gosta de me re-encontrar! Estamos alé do amor! Nos gostamos!

Então posso responder: Meu casamento não é perfeito. Ainda brigamos, mas é um BOM CASAMENTO!

Há a decisão de amar e a delícia de gostar!

 



Escrito por esther carrenho às 12h08
[] [envie esta mensagem] []



CASAMENTO

Meu Aniversário de Casamento.

 

Eu e o Eliel fazemos 41 anos de casados no dia 11 de julho. Dia do aniversário dele. Mais 4 de namoro, somam quarenta e cinco anos de convivência...Quando viajo para palestras, fóruns ou congressos, tenho muito prazer em voltar para casa. E percebo que o Eliel, quando estou presente, nem gosta de sair...Bom sinal! Há um mês, saímos de férias por duas semanas e ficamos 24 horas juntos...Juntos mesmo! E mais uma vez confirmou que gostamos da companhia um do outro. Bem, foi sempre assim? É a pergunta que me muitos me fazem.

Respondo: “Não!” E qual é o segredo? É a pergunta em seguida. “Não tem segredo”. Respondo. O que tem é o trabalho de investir no relacionamento entre duas pessoas com muitas diferenças e muitas semelhanças.

Nunca brigamos por causa de pontualidade. Somos iguais. Não gostamos de chegar atrasados. Somos comedidos com os gastos. Só compramos se temos o dinheiro. Detestamos dívidas. No que for possível não pagamos juros. Somos caseiros. Não gostamos de varar madrugadas acordados. O carro para nos é apenas um meio de transporte.

Ah, mas tem diferenças! E que diferenças! Eu amo comer, ele só come o necessário para viver. Amo tomar banho de manhã, ele ainda insiste em tomar banho a noite. Sou impulsiva, ele totalmente reflexivo. Decido ontem, e ele? Decide para depois de amanhã. Sou rápida ele paciente. Faço muitas coisas ao mesmo tempo; ele faz bem e detalhadamente poucas.

Viram? Houve um tempo em que víamos diferenças como defeitos e cobrávamos a mudança do outro:

 

 

Brigamos, nos ofendemos, nos perdoamos.

Choramos, nos arrependemos.

Começamos de novo. Falhamos.

Recomeçamos. Desanimamos.

Desisti. Ele não.

Ele não quis mais. Eu insisti.

Rasgamos o velho contrato.

Refizemos em cima das reconstruções.

Eu já não era a mesma. Ele era outro; com mais tato.

Era uma nova criação, saindo de velhas relações.

Casamento diferente. Um novo retrato.

Posso ir, mas escolho voltar.

Deixo livre.Ele me reencontra;

Antes da saudade chegar.

Enraivecemos. Voltamos a amar.

Tristezas chegam no olhar!

Mas logo, posso gargalhar.

Quantos orgasmos, da vida, gozar!

Sentir cada flor, cada pesar

Com os cinco sentidos, amar!

Celebrar e festejar.

Cada dia que juntos vamos ficar!

 

Bom, quero continuar cavando cada vez mais fundo o mistério inexplicável, da relação conjugal duradoura.



Escrito por esther carrenho às 21h43
[] [envie esta mensagem] []



QUEM SOU?

Sou pó...

Hoje, fora do meu fuso horário, acordei pensando na realidade de ser PÓ. Me lembrei do texto bíblico: "Do pó vieste e ao pó voltarás..."!

Que verdade. Hoje aplicaria este texto a minha vida assim: "Do pó vieste; sois pó; e ao pó voltarás". E por um acaso não tão acaso, encontrei esta poesia que me diz muito sobre ser PÓ:


Eu sou pó.

 
Poeira mesmo , que 


se espalha com qualquer 
ventinho.

 
Pó, poeira, só, sozinho. 

 


Nem sempre reflito,

me precipito,

em novas superfícies planas... 


E sem medo das 
flanelas, danço pelo ar 
no faixo de luz das 
janelas. 

Eu, enquanto sou pó, 
sou poeira, sou só, 
sozinho. 

Pó.



Fatima Varella


______________



Escrito por esther carrenho às 06h45
[] [envie esta mensagem] []



TRIBUTO A UMA AMIGA

 

OS LIMITES NA VIDA!

Nesta semana reencontrei uma amiga. Amiga querida a quem sou muito grata.

Com ela aprendi a receber bem as pessoas, na minha casa. Aprendi a deixar os hóspedes livres e a vontade. Aprendi a servi-los bem na medida do possível. Aprendi que hospedar é trabalhoso, se gasta mais dinheiro, tempo e energia. Mas também se conhece melhor e estreita os laços de amizade criando uma atmosfera de mais intimidade. Aprendi a cuidar mais de mim mesma. A me vestir melhor, sem gastos exagerados, que possam comprometer meus compromissos financeiros. Aprendi a ser mais sensível e investir em pessoas. Ela investiu em minha própria vida. E não mediu esforços e sacrifícios para que eu tivesse uma formação universitária (na minha adolescência eu estava trabalhando para sobreviver) de acordo com minha vocação. Por causa disto posso viver melhor nos dias atuais. Enfim, esta é uma amiga que muito me deu e muito me influenciou.

Chorei muito neste reencontro. Ainda choro quando me lembro. Ela sofreu um derrame e teve muito de sua visão comprometida. Não sei qual é a porcentagem da sua perda, mas é muito mesmo. Na reunião do nosso reencontro ela relatou com desespero e agonia seu desejo de voltar a ver. E contou-nos sua dificuldade daquele dia: precisava caminhar num pedaço de calçada que era todo irregular, com muitas saliências. Ela estava só e não conseguia enxergar. Chamou pelo marido que não pode socorrê-la; chamou por uma amiga que não teve condições de atendê-la ao telefone. Enfim ela teve que devagar percorrer todo aquele trajeto, mesmo com o pavor de cair. Em casa, trombou com a moça que a auxilia nos serviços caseiros e bateu de frente com uma parede.

Não estou escrevendo porque vejo minha amiga como uma coitada. Não vejo assim, mas a vejo com alguém vítima das limitações que o envelhecer vai trazendo exigindo de cada um, uma readaptação na vida. Minha amiga ainda tem muitas coisas vivas e é só com estas que ela pode viver e ainda desfrutar algo da vida. Ela tem descoberto que precisa depender. Que já não pode sair sozinha. Que vai precisar de bengala. (E ela é tão elegante que com certeza a bengala dela será a mais linda). A não ser que aconteça mais um milagre dos céus na terra. E pode acontecer.Mas escrevo porque seu relato e sua necessidade em se adaptar a nova situação onde sua visão está limitada, me levou a revisar toda minha vida. Melhor, me levou a olhar de perto meus limites, hoje. O quanto terei que me adaptar. Já tenho. O quanto terei que lidar com a solidão. Às vezes tão real nesta fase da vida, quando os mais jovens, inclusive os filhos e parentes próximos, simplesmente cuidam da própria vida. Às vezes, é só uma sensação do só dentro da alma que também dói até chegar as lágrimas.

Muito obrigada, amiga. Você continua me ensinando e com isto, ao contrário do que está acontecendo na realidade do seu corpo, você vai ficando cada vez mais viva no meu coração e na minha memória.

 



Escrito por esther carrenho às 12h45
[] [envie esta mensagem] []



FELIZ DIA DAS MÃES

 

Todas as mães. Todos os dias!

 

Não gosto muito de dias específicos. Reconheço que é uma forma de fazer com que determinadas classes, raças ou pessoas ganhem um lugar nos corações e no mundo. Mas no caso do dia das mães o que virou mesmo foi um baita “comércio”. Mas mesmo assim, nesta semana não pude deixar de pensar em cada situação onde uma mãe pode ser encontrada.

Assim quero louvar as mães que:

·        Na ausência e muitas vezes negligência dos pais, assumem o cuidado, a educação e o sustento dos filhos, fazendo as funções do homem sem deixar de lado a função maternal.

·        Se dispuseram a cuidar e amaternar o filho de outra, que não geraram, mas os assume como se fossem seus. E aquela criança passa a fazer parte do seu próprio ser.

Quero agradecer:

·        Aquelas que engravidaram e levaram a gestação até o fim, entregando os para a adoção. Carregaram em seus ventres, bebês, com os quais não conviveriam e delegaram para outra mulher todo o cuidado materno.

Quero chorar com aquelas que:

·        Engravidaram, mas o feto não evoluiu e naturalmente deixou o conforto do útero antes mesmo de ter todas suas células desenvolvidas. A frustração de não ter nada, onde deveria ter um bebê, se transforma numa tristeza horrorosa que ninguém entende. Só quem já passou por esta situação sabe da verdade dolorida.

·        Engravidaram e por uma razão ou outra tiveram que interromper a gestação. Muitas destas carregam dentro de si a dor de não se perdoar e se castigam tentando aliviar a dor da culpa.

·        Perderam seus filhos precocemente. Essa é uma dor inexplicável. Mãe não foi feita para ver um filho morrer. Sofrimento sem igual.

·        Perderam seus filhos de forma trágica. Muitas vezes violentados. Mãe que perde um filho, pela morte, carrega dentro de si um vazio para o resto da vida.

·        Seus filhos desapareceram misteriosamente. Nunca mais deram notícias. Estas, em geral, experimentam agonia da não despedida e o desespero da esperança que se frustra a cada dia que passa e o filho, ou filha, não aparece.

Que o Deus Todo Poderoso possa derramar no coração das que sofrem consolo; das que lutam entusiasmo e ânimo; das que fraquejam amor e amparo; das que erram perdão e acolhimento; e para todas Sua graça e sabedoria. Todos os dias.

E para finalizar, hoje, véspera do Dia das mães de 2011, deixo meu abraço carinhoso também para todas as mães da minha família.

 



Escrito por esther às 16h43
[] [envie esta mensagem] []



MÃE

 

MARIA, A MÃE DO SALVADOR

 

De todas as mães, a que mais me comove, quando paro para meditar na misteriosa função de ser mãe, é Maria, a mãe de Jesus. Não a endeuso, como fazem parte dos cristãos mas também não a coloco entre as mulheres s comuns, como fazem outros cristãos. Ela foi realmente a bem aventurada. Mas penso que poucas mães sofreram tanto como Maria. Grávida, solteira e sem se relacionar sexualmente com seu noivo. Foi alvo da desconfiança de José e desconfio que muita gente a difamou por “engravidar” antes de casar. Quando Cristo ainda bebê, Herodes decretou que todos os meninos abaixo de dois anos fossem mortos. Maria e José, orientados por divina providência fugiram para o Egito, para preservar o menino. Mas imagino que Maria não descuidou um minuto do seu filhinho até que Herodes fosse morto. E finalmente, viu seu filho condenado a morte de cruz, como se fosse um bandido. Maria ficou presente na crucificação até o fim. Posso imaginar sua desolação, mesmo sabendo que era mãe do Redentor. Uma das últimas frases, proferidas por Cristo na cruz, foi o pedido para que João cuidasse de Maria. Imagino que esta preocupação do filho, morrendo na cruz trouxe alento ao seu coração.

Maria, a mãe que soube o que é sofrer!

 



Escrito por esther às 15h55
[] [envie esta mensagem] []



 

E se ele se chamasse Barbosa?

 

 

A revolução no Oriente Médio que derrubou ditadores, começou alguém que bem poderia ser um brasileiro, nordestino e camelô - como era Basboosa, o tunisiano.

Na manhã daquela sexta-feira, 17 de dezembro, Basboosa se levantou, tomou seu banho, fez suas orações e partiu empurrando seu carrinho para vender frutas e legumes no centro da cidade. Basboosa era camelô – com essa atividade, sustentava a família. Seu pai morrera deixando sete filhos, quando Basboosa tinha apenas 3 anos. A mãe se casara de novo, mas a saúde debilitada do padrasto obrigou o garoto a abandonar a escola antes de terminar o ensino secundário.

Aos 26 anos, o rendimento de Basboosa era irrisório, equivalente a R$ 250 por mês vendendo frutas e legumes no centro da cidade do interior onde vivia, marcada pelo alto desemprego e pela corrupção da classe dominante. Sua casa, de barro, ficava a 20 minutos a pé do centro. E era sob o sol escaldante que Basboosa empurrava seu carrinho todos os dias. Quando saiu de casa naquela sexta-feira, não imaginava que seria a última vez que percorreria a estrada de terra com seu carrinho. Chegou cedo, às 8 da manhã, a fim de garantir um bom ponto. Esperava vender toda a mercadoria, que pegara consignada na véspera.  

Tudo corria bem até a chegada da polícia. Basboosa já estava acostumado. Desde criança, ele e outros ambulantes eram perseguidos pela polícia simplesmente por tentar ganhar a vida de maneira honesta. Normalmente, exigiam uma licença, mas o próprio governo local dizia que vendedores com carrinhos não precisavam do papel. Na prática, o que os agentes queriam sempre extorquir algum dinheiro.

Basboosa não conseguiu entrar em acordo com os policiais. Foi agredido, cuspido e ainda ouviu ofensas à memória de seu pai. O carrinho e os produtos foram jogados na rua, e os policiais ainda confiscaram sal balança. Revoltado, Basboosa foi aos órgãos públicos para protestar de forma civilizada. Tentou falar com o governador da região, na própria sede do governo, mas não foi recebido. Às 11h30, tomou uma decisão radical. Voltou à frente do prédio oficial, jogou gasolina sobre o próprio corpo e pôs fogo em si mesmo.

Basboosa não morreu imediatamente e foi levado ao hospital. Ele não era brasileiro, embora sua história de sofrimento, dor e humilhação pudesse ter ocorrido em qualquer lugar do Brasil. Não morava no sertão nordestino, embora o sol, a corrupção e o desemprego de sua terra sejam iguais a tantos lugares do semi-árido sertanejo. O rapaz era tunisiano e residia em Sid Bouzid. Basboosa era seu apelido; seu verdadeiro nome, que ficará para sempre na história, era Tarek Al-Tayyb Muhammad Bouazizi.

Depois de seu ato de auto-imolação, Basboosa agonizou por quase 3 semanas antes de morrer no último dia 4 de janeiro. Durante aquele período, uma verdadeira revolução começou na Tunísia. Assim que a ambulância partiu com Basboosa, uma multidão começou a se juntar. À tarde, já era uma manifestação e a polícia compareceu com seus cacetetes e bombas de gás lacrimogêneo. A partir de então, com uma forte ajuda da internet e de suas redes sociais, os protestos tomaram conta do país. No dia 14 de janeiro, o presidente tunisiano Zine el Abidine Ben Ali terminava seus 23 anos de ditadura fugindo com a família para a Arábia Saudita, depois de não ser aceito na França.

Inspirados pelos acontecimentos na Tunísia, populações de outros países árabes também começaram a se rebelar. Os egípcios deram fim à ditadura de 30 anos de Hosni Mubarak e o país encontra-se sob um governo de transição. A Líbia está em plena guerra civil – e quando este texto for publicado, é provável que o insano Muammar Gaddafi já tenha deixado o poder, vivo ou morto. Outros países como Argélia, Bahrein, Iêmen e até Arábia Saudita já veem nascer protestos e manifestações. A revolução ultrapassou fronteiras e a morte de Basboosa, que se imolou por sua dignidade, serviu que milhões de outras pessoas lutassem pela dignidade.

Mas e se Basboosa se chamasse Barbosa e fosse brasileiro? E se fosse um sertanejo nordestino, e não um árabe tunisiano? E se fosse um camelô no Rio ou em São Paulo e tivesse sido humilhado pela polícia daqui? E se ele tivesse colocado fogo em si mesmo em Copacabana ou na Avenida Paulista? Será que uma manifestação aconteceria, ou seu ato iniciaria uma revolução? Infelizmente, é provável que não. Se Basboosa fosse brasileiro, nordestino, camelô e se chamasse Barbosa, a única coisa que seu suicídio geraria seria um comentário do tipo: “Um vagabundo a menos na cidade!”

Carlo Andre Carrenho - Revista Cristianismo Hoje

 

 



Escrito por esther às 09h15
[] [envie esta mensagem] []



FELIZ PÁSCOA EM 2011

 

Dedico este texto a todos aqueles que repartem os segredos mais íntimos das suas vidas. São pessoas que estão buscando um conhecimento maior de si mesmas. Que querem viver melhor, com o outro, com o Sagrado e com elas mesmas. Pessoas que são corajosas e não temem em caminhar na direção dos seus sentimentos e das suas percepções. Enfim, não temem encontrar a própria vida com tudo que ela tem de desconforto e prazer!

Em especial para aqueles que me escolheram, para caminhar junto na busca de uma vida mais integrada!

 

OS SENTIMENTOS DE CRISTO

Novamente chegamos às comemorações da Páscoa. Entre feriado, ovos de chocolate, e bacalhau, quero convidá-los a refletir um pouco sobre as lições preciosas da Páscoa. Sei que nem todos acreditam na dimensão espiritual da Páscoa. Mas todos reconhecem que o advento de Cristo é histórico e dividiu o calendário em a.C e d.C.

Neste ano quero destacar os sentimentos de Cristo, que foram bem aparentes nos últimos dias que antecederam a Sua morte como bandido. Isto significa que coloquei meus olhos nos aspectos emocionais de Cristo, ocorridos na sua última semana de vida.

Choro – Cristo chora quando se aproxima de Jerusalém, prevendo a destruição que a guerra traria para a cidade. Não ficaria pedra sobre pedra;

Indignação - Quando chegou ao templo, no domingo, e percebeu os comerciantes usando o espaço do templo, vendendo, explorando e tirando proveito dos menos privilegiados socialmente;

Pavor, angústia  e tristeza profunda  – No Getsemâni quando foi orar;

Solidão – Quando voltou de orar e encontrou os discípulos mais chegados, dormindo;

Cansaço – Quando depois de uma noite sem dormir e ser interrogado várias vezes, não tinha mais forças físicas para carregar o madeiro...Simão, que estava voltando do trabalho, foi obrigado a levar;

Desamparo – Quando, na sexta-feira, pregado e já agonizante, gritou bem alto: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparou?”

 

Fico pensando que, muitas vezes prendemos o choro, negamos o medo, disfarçamos a tristeza, ignoramos o cansaço e silenciamos nossas situações de  abandono. E simplesmente fazemos isto para evitar outros desconfortos. Mas quando não permitimos as vivências destes sentimentos em nós mesmos, percorremos caminhos onde sofrimentos e bloqueios maiores nos esperam.

Que nesta Páscoa tenhamos alegria para celebrar a Vida que ela simboliza! Que tenhamos coragem para ressuscitar a nós mesmos naquilo que sufocamos.

 Que Cristo seja o estímulo para vivermos todas as emoções da vida. 

Boa Páscoa em 2011

 



Escrito por esther às 12h40
[] [envie esta mensagem] []



ULTIMA VIAGEM DE CRISTO - IV

O Choro de Cristo

Lucas, o médico, no relato sobre a entrada de Jesus, em Jerusalém, montado no jumentinho, registrou que: “Quando se aproximou de Jerusalém, viu a cidade, Jesus chorou sobre ela...”

Fico profundamente tocada com este choro. É um choro pela destruição que viria sobre Jerusalém. Sobre todos: adultos e crianças. Não ficaria pedra sobre pedra. Isto significa que as construções viriam abaixo. E Jesus deixa bem claro, é um lamento porque Jerusalém “não reconheceu a oportunidade que Deus lhe concedeu”.

Há choros de alegria, de surpresa, de dor, de saudade, de raiva, de impotência. O de Jesus foi de lamento. Em muitos choros temos parceiros. Mas este Cristo Jesus chorou sozinho. E chorou por pessoas que nem souberam do que foi chorado, ou se souberam foi depois que Cristo já tinha sido crucificado.

As vezes choramos sozinhos. Outras vezes choramos pelos nossos filhos; pelos nossos netos; por situações de calamidade; choramos também pelas vítimas de tragédias e choramos muito diante da perda pela morte.

Para mim, fica claro, que Deus, em Cristo Jesus, chora por mim e por você. Chora todas as vezes em que não vemos a oportunidade passar e a perdemos. Chora pelas possíveis destruições que muitas vezes trazemos sobre nós mesmos. E choro por esta razão, só pode ser um CHORO DE AMOR!



Escrito por esther às 10h30
[] [envie esta mensagem] []



ÚLTIMA VIAGEM DE CRISTO - III

 

Jumentinho nunca montado...

Quase chegando a Jerusalém, Cristo ordenou a dois dos discípulos que entrassem em Jerusalém e lá logo no começo da cidade  haveria um jumentinho amarrado, nunca montado. Era para desamarrar e trazê-lo. Jesus entraria na cidade montado nele.

Minhas perguntas:

1 – Como se sentiram os donos deste jumentinho, quando souberam que era para Jesus? O que eles sabiam sobre Jesus?

2 – Jesus foi o primeiro a montá-lo. Será que alguém ousou montá-lo depois? O jumentinho ficou em alguma exposição de animais para ser visto por todos? O dono vendeu o jumentinho por algum valor bem mais alto do normal? Ou nada aconteceu?

De qualquer forma, os donos deste jumentinho puderam servir a Cristo cedendo o meio de transporte. E o jumentinho? É um animal de muita sorte: Foi montado pelo Redentor!

 



Escrito por esther às 12h48
[] [envie esta mensagem] []



ÚLTIMA VIAGEM DE CRISTO - II

A Cura do Cego Bartimeu (Muito linda!)

II – O segundo fato que reli, nesta semana que antecede a Páscoa de 2011, é sobre a cura do cego Bartimeu, que ocorreu na cidade de Jericó e foi registrado por Marcos. Que não foi discípulo, mas tudo indica que ele caminhou bem próximo de Jesus, pelo menos nos últimos dias da vida de Cristo. Alguns acham que ele é o jovem rico que Cristo mandou vender tudo que tinha e distribuir aos pobres. O texto está no Evangelho de Marcos 10. 46 a 52

Bartimeu, era cego e não surdo. Ouviu muito bem que algo diferente estava acontecendo. Era muito barulho de pés no chão e muito vozerio para ser algo cotidiano. Perguntou o que era. Disseram que Jesus de Nazaré passava pela cidade. Quando ele ouviu que era Cristo, começou a gritar desesperadamente: “Jesus Filho de Davi, tem misericórdia de mim!” O uso da expressão “Filho de Davi” revela que aquele homem conhecia a linhagem de onde nasceria o Messias. Quer dizer, ele acreditava pela história da Torá, que Jesus era o Redentor.

Algumas pessoas, quando ouviram seus gritos, mandaram que ele calasse a boca. Mas ele gritava mais e mais. E Cristo ouviu seus gritos e mandou chamá-lo. Nossa, quando ele soube que Jesus o chamava, não teve dúvida, largou a capa e rapidamente pôs-se em pé e foi na direção de onde vinha a voz de Cristo. Questionado sobre o que queria, respondeu: “Que eu volte a ver.”

Imediatamente, recuperou a visão. Pulou de alegria e junto com a multidão foi caminho a fora seguindo Jesus.

Lições que me ocorreram:

1 – Quanto tempo, das 24 horas diárias que tenho,  gasto em conhecer mais sobre a minha dimensão espiritual?

2 – O quanto estou atenta aos acontecimentos que passam por mim? Será que já perdi oportunidades porque estava desligada ou distraída com coisas menos sem valor, e não vi as oportunidades que passaram por mim?

3 – Quanto de coragem eu tenho, para não calar a boca, diante daquilo que acredito?

4 – Estou disposta a deixar de lado coisas as quais estou apegada e correr na direção da Vida, que abre os meus olhos e me ajuda a enxergar?

5 – Eu sei exatamente o que quero para mim e para a minha vida, se for indagada?

 

Fiquei pensando que, Bartimeu seguiu a Jesus e alguns dias depois Cristo morre crucificado no Golgota. Imaginei a tristeza no coração dele, até saber da Ressurreição, de ver morrer como bandido aquele que lhe restituíra a visão.  



Escrito por esther às 11h42
[] [envie esta mensagem] []




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]