DOMINGO - A VIDA DE NOVO!
A VIDA VENCEU A MORTE! Páscoa sempre me lembra que a última notícia não é a morte; a última notícia é a Vida! Cristo venceu as garras da morte, rompeu de dentro das mortalhas, removeu a pedra sepulcral e saiu vivo e glorioso para a luz! A morte perdeu seu aguilhão! Cristo Jesus, vive! O poder misterioso de Deus que é capaz de trazer a luz o que estava no profundo do escuro; que deu vida ao que estava morto; e que refez o que estava deteriorado é que me dá coragem de permanecer junto com aqueles que foram tomados pelo desanimo e desespero. Muitas vezes diante da perplexidade e do sofrimento humano, eu nem sei o que falar, as vezes me vejo totalmente impotente, mas nunca me vejo, ou me sinto, sem esperança! O caminho de vencer a morte e resgatar a vida, na Páscoa, é penoso. Ele se iniciou no monte das Oliveiras (Getsemâne) com a ausência dos amigos, com a traição de um companheiro e a conseqüente prisão na noite de quinta-feira. Na sexta-feira passou pela solidão medonha e uma morte torturante, no madeiro. Foi enterrado no fim do dia. Continuou pelo silencio sepulcral e congelado do dia seguinte, depois do cemitério. Mas rompe vitoriosamente na madrugada do domingo, se revelando aos tristes e deprimidos (Maria de Magdala) trazendo-lhe nova esperança; e caminhando entre os desanimados e frustrados (os dois discípulos na estrada de Emaús) aquecendo-lhes os corações.* Eu creio que realmente tudo isto é verdade! Aconteceu mesmo! E é assim que vejo os processos de libertação e renascimento nas vidas humanas. Quem tem medo do abandono e da vergonha da quinta, da solidão e de algumas mortes na sexta, e do silêncio petrificante do sábado, jamais experimentará a redenção e a nova vida do domingo. E sendo assim nunca experimentará o viver livre e pleno. E terá pouco para oferecer aos que sofrem! Que nestes dias, o exemplo de Cristo, possa renovar nossas forças, as suas e as minhas, para caminharmos na direção do domingo de Páscoa, várias e várias vezes. Tantas quantas forem necessárias para experimentarmos a liberdade de uma vida autêntica e encontrarmos a Vida abundante! Vida que não tem fim!!! Páscoa é liberdade! É passagem da morte para uma vida que transcende!
E por uma invenção humana, é também... chocolate! Abraço apertado. esther carrenho * (Com base no texto sagrado: narrativa do Dr Lucas, capítulos 22,23 e 24)
Escrito por esther às 09h39
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SABADO - SILÊNCIO E EXPECTATIVA!
Na cultura judaíca, não se fazia nada no sábado. E as pessoas mais próximas de Cristo, experimentaram neste dia o vazio da ausência. O "after day" depois da morte e do sepultamento. Quem já passou pela perda de alguém próximo e querido sabe que o dia seguinte é um dos mais terríveis na existência de quem fica. É a hora da realidade. É o momento onde se belisca, o próprio corpo, para ver se não está vivendo apenas um pesadelo. É quando se faz necessário recorrer a todo e qualquer recurso, para encarar a realidade da dor aguda do silêncio mortal. É o tempo de lembrar de quem partiu, mas é também o tempo de olhar para si mesmo e se perceber e aguentar até o fim toda a dor da falta. Do nada. Da voz que ecoa no infinito até desaparecer totalmente! É o tempo do encontro com a mais terrível dor. A dor de ter permanecido, de ter sobrevivido e não ter partido junto! Maria Madalena, Maria mãe de Jesus e mais algumas mulheres esperavam o dia terminar, a noite chegar e adentrar a madrugada. Ao nascer do novo dia elas seguiriam até o túmulo onde o corpo de Cristo fora depositado. Lá elas prestariam os últimos cuidados a Ele, que era tão amado e a quem elas eram agradecidas. É um dia longo! As horas demoram a passar, como que dando mais tempo para o contato com o mais profundo do próprio ser e experimentar até o fim toda a dor dilacerante da realidade da despedida de quem não mais se terá a presença. Acabou! O único consolo é a oportunidade de mais uma vez ver e tocar o corpo sem vida. Cuidar dele pela última vez e deixá-lo pronto para sempre no túmulo!
Escrito por esther às 16h12
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SEXTA-FEIRA - MORTE E SEPULTAMENTO
Na sexta-feira, Cristo estava exaurido fisica e emocionalmente! Não teve forças nem para carregaro próprio madeiro. Lembro-me quando contei esta história para meu filho, Carlo André, que na época, tinha seis anos. Ele chorou copiosamente. A cruz era uma forma de matar apenas os criminosos que cumpriam pena de morte. Cristo foi considerado criminoso. E foi na cruz que ele bradou em alto e bom som, de tal forma que todo o mundo a volta pode escutar, a pergunta ao Pai, questionando a razão daquele abandono horroroso! Esta é uma lição forte para mim. Muitas vezes não sou capaz de falar da minha sensação de solidão nem para os meus queridos que caminham lado a lado comigo. Diferentemente de Cristo, até digo a todos que estou bem, quando na verdade me sinto só e necessitada de cuidados. Ele morre. Houve trevas e terremoto na sua morte. Foi retirado da cruz por Jose de Arimatéia e Nicodemos, que tiveram a companhia de poucas pessoas. Entre elas estava sua mãe, Maria e Maria de Magdala, que tinham interesse em ver aonde seu corpo seria colocado. Elas voltariam no domingo para terminarem a preparação do corpo para o sepultamento.
Escrito por esther às 16h50
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QUINTA-FEIRA - PRISÃO
A quinta-feira da semana da crucificação, terminou no Monte das Oliveiras, Getsemâne. Lá Cristo experimentou a indiferença dos amigos mais íntimos, que dormiam enquanto ele passava por uma terrível angústia. Este episódio me toca profundamente, porque espero muito dos meus amigos mais próximos. Sofro desesperadamente quando por alguma razão eles se ausentam e deixam de se importar comigo. Cristo experimentou este desamparo, quando sentia um pavor horroroso antevendo a dor que iria passar.Nenhum amigo gastou tempo com ele, mesmo ele implorando! E pior ainda foi que nesta mesma noite ele foi traido, com um beijo, por um dos companheiros, Judas Iscariostes, que tinha experimentado da convivência com Ele por tres anos! Em seguida foi preso e passou uma noite de "cão" sendo levado para lá e para cá, sendo interrogado e humilhado. E nesta mesma noite, um outro companheiro de equipe, quando interrogado, se conhecia Cristo, disse que não sabia quem era e que nunca ouvira falar no nome dêle. Pode? Meu Deus, se um amigo meu fizesse isto eu jamais olharia para a cara dele. Sempre que experimento algum tipo de traição e desamparo me lembro deste momento tão angustiante que precedeu aprisão de Cristo Jesus.
Escrito por esther às 16h35
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SEMANA SANTA
A semana chamada santa sempre me leva a refletir no amor de Deus, manifestado a mim e a toda a humanidade. O elemento mais transformador de toda a minha vida foi quando tive a consciência do quanto Deus é justo e requer justiça. E Ele requer justiça a tal ponto que eu jamais seria capaz de viver uma vida justa para satisfazê-lo, por mais que me esforçasse. Por causa desta minha incapacidade Ele que me ama tanto e me queria com Ele, resolveu pagar o preço para me ter. E jogou toda a injustiça requerida nÊle mesmo. Morreu, de morte terrível, na cruz e desta forma me tornei filha de Deus. Então sou salva, graciosamente, e ponto final! Nós próximos comentários quero refletir um pouco sobre a quinta, sexta, sabado e domingo da chamada semana santa!
Escrito por esther às 16h13
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SAPATOS
Meus sapatos novos, bonitos e derrapantes...Minha queda espetacular!!! Sapatos sempre foi algo importante na minha vida. Primeiro porque boa parte da minha vida eu vivi sem eles. Ainda me lembro, muito pequena, eu tinha apenas um par de chinelos de borracha e um par de alpargatas. Quando um pouco mais crescidinha ganhei também um par de sandálias de plástico. Mas na verdade a maior parte do tempo eu andava era descalça mesmo, pisando em lamas, formigueiros, pregos, espinhos, cacos de vidro e outras coisas que agrediam, as vezes violentamente a sola do meu pé. Mas sempre que via algum modelo de sapatos eu tinha muita vontade de calçá-los. Segundo, porque quando finalmente por volta dos sete anos tive meu primeiro par de sapatos o tamanho do meu pé não foi considerado. Eram usados e bonitos e vieram como presente em algum pacote de roupas que volta e meia chegava a minha casa. Conhecem o ditado que diz: “Pé de pobre não tem número.”? Pois é, eu sei o quanto isto é verdade. A minha ânsia de possuir sapatos era tão grande que rapidinho os calcei. Apertavam demais. Mas não desisti e com isto ganhei duas bolhas no calcanhar que viraram feridas e se fixaram na minha memória de tal forma que ainda me lembro muito bem do incômodo delas. E assim foi. Os sapatos eram apertados ou folgados, nunca confortáveis. Por isso acostumei com sapatos desconfortáveis e deformantes. Na verdade eu nem imaginava que pudesse existir sapatos, digamos até prazerosos. Isto me faz lembrar a canção Sapato 36, de Raul Seixas: “Eu calço é trinta e sete, meu pai me dá trinta e seis; Dói mas no dia seguinte Aperto meu pé outra vez Pai eu já to crescidinho Pague pra ver, que eu aposto Vou escolher meu sapato E andar do jeito que eu gosto.” ... Lembro-me ainda de um sapato do pé direito, apenas com metade da sola. Eu ia para escola com este sapato. Tinha nove anos e quase morri de vergonha quando uma coleguinha, filha do chefe da ferrovia, descobriu o estado miserável do meu sapato. Ela, com ar de preocupação e compaixão, admirada, gritou para a mãe: “Mãe, olha como está o sapato dela.” E eu, sem saber onde me esconder, menti descaradamente, dizendo que só naquele momento estava percebendo a falta de sola. O tempo foi passando e a vida foi generosa para comigo. Já casada e sem dificuldades financeiras comprava os sapatos que não apertavam os meus pés, mas também não me disponha a gastar muito e ficava nos pares que nem sempre traziam conforto. Com o tempo aprendi a ser bondosa comigo e também com os meus pés e passei a adquirir sapatos exageradamente confortáveis. Era como se não tivesse os pés calçados. Podia caminhar por muito tempo e meus sapatos não mais me apertavam. Porém, não eram os sapatos mais bonitos. Eu sempre me perguntava por que os sapatos baixos e confortáveis, não eram bonitos? A terceira razão da importância dos sapatos para mim é bem recente. Encontrei sapatos de duas fabricas que me encantaram, pelo designer bonito: Os da Luz da lua e os da Claudina. Esta última produziu a marca “alla pugachova” (nome da cantora pop, russa, famosa) que são modelos lindos e confortáveis. Como há muito tempo deixei de ser miserável comigo, resolvi gastar um pouco mais e adquirir alguns pares de sapatos bonitos. Toda contente com a minha aquisição, calcei meu primeiro alla pugachova e sai para almoçar na companhia do meu marido. Na primeira esquina que cheguei, ao colocar o pé direito no rebaixo feito para as cadeiras de rodas, que são comuns na Vila Clementino. Derrapei fantasticamente, deslizando como num espacate, até que meu corpo, com a perna esquerda totalmente dobrada para fora, encontrasse o solo. Levantei, com uma dor insuportável na região do joelho. Olhei para o sapato. Constatei o quanto a sola do meu novo sapato era lisa e escorregadia. Era como se ela tivesse sido encerada com parafina. O resultado de tudo isto foi uma torção muito séria; muito tempo num pronto socorro, onde acabei por desistir do atendimento, mais tempo numa clinica, porém agora recebia um tratamento cuidadoso. Sai de lá com a perna totalmente imobilizada com a duração prevista para três semanas. Finalmente os cuidados do meu médico ortopedista, que me receitou um antiinflamatório e solicitou um exame de ressonância magnética (êta exame chato) para confirmar se tenho algum ligamento rompido no joelho. Sapatos? Parece que não me dou muito bem com eles. Acho que nem eles comigo. Deve ser por isso que adoro ficar descalça! Agora já descobri que nas próprias lojas onde são vendidos há também adesivos antiderrapantes para as solas. Ou, nas sapatarias, os sapateiros colocam uma sola antiderrapante por cima da que vem da fábrica, protegendo assim as usuárias de quedas. A pergunta é: Por que as fábricas famosas e bem sucedidas no mercado já não fazem este tipo de trabalho? Bem, vou entrar em contato com a Claudina e mandar este artigo para eles. Enquanto isto, experimento, como é que se sente alguém que tem uma vida profissional e cheia de atividades, como eu, e é forçada a parar, por causa de uma queda e uma perna imobilizada.
Escrito por esther às 23h02
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AS ESTAÇÕES
AS ESTAÇÕES DO ANO ... E DA VIDA! Em dezembro iniciou-se a estação do verão, que é a preferida de muitos. É a estação de muito sol, pouca roupa, mais banhos refrescantes, muito suco, frutas leves e sobremesas geladas. É a época que nos convida para dormir um pouco mais tarde e acordar um pouco mais cedo. É a estação do calor. Mas depois teremos o outono, o inverno e a primavera... E cada estação com suas características. Penso que as estações acontecem também em nossas vidas. Às vezes estamos como o verão: acalorados, expostos convidando as pessoas a ficarem mais tempo e mais próximos; às vezes estamos floridos, cheirosos e agradáveis à vista, e como a primavera vamos colorindo e perfumando todos os lugares por onde passamos; às vezes frutificamos e temos bastante para dar e muitos podem se alimentar do que produzimos a tal ponto que damos e ainda sobra o suficiente para as nossas próprias necessidades. Mas chega um momento do outono em que, as folhas caem, deixando os galhos das árvores limpos, com aparência de seco, de modo que algumas árvores onde em outras estações encontramos sombras restauradoras, nada mais tem, a não ser a impressão de “morta”. Na vida, também, nos esvaziamos e esgotamos toda nossa reserva e há tempos em que não temos mais nada para oferecer, nem para os outros e nem para nós mesmos. Então é preciso caminhar para o encolhimento e recolhimento do inverno e hibernar um pouco no calor do isolamento, refazendo-se do desgaste de sermos produtivos e nos prepararmos para mais uma vez, como as árvores cobrir-se de folhas, flores e frutos... Aproveitar o peculiar de cada estação do ano é uma arte que dá muita satisfação e prazer na vida! Mas se for fora da estação, causa mal estar e desconforto. O chá quente delicioso no inverno vira um tormento sufocante no verão; o mar refrescante e relaxante no verão vira uma tortura petrificada, no inverno. Mais do que viver se adequando às estações do clima, necessitamos respeitar as estações da própria vida. É impossível dar algo quando estamos vazios e necessitados. Seria o mesmo que uma árvore desfolhada, no outono, tentar oferecer sombra. É preciso sabedoria e um pouco de respeito por si mesmo e pelo outro para identificar e respeitar o tempo de dar, de receber, de se expor e de se encolher. Que saibamos fazer as duas coisas: VIVER; E RESPEITAR AS ESTAÇÕES DA VIDA (do ano também)!
Escrito por esther às 10h47
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A dor da decepção
A intimidade num relacionamento é o que mais pode nos ajudar a crescer em compaixão, tolerância e amor para com o outro. No entanto sempre que nos tornamos intimo de alguém corremos o risco de pagar um alto preço. Na intimidade, nos tornamos transparentes e revelamos tudo que temos, tanto de bom como de ruim. Com isto ficamos vulneráveis. De certa forma, ficamos na mão do outro. Bem, eu decidi há algum tempo vivenciar a intimidade com tudo que ela requer com uma pessoa amiga. E com ela tenho arriscado abrir tudo do mais fundo do meu ser: tanto as luzes como as sombras. E não é que nesta semana ou descobri por terceiros que minhas "sombras" foram divulgadas, pela pessoa que confiei, de uma forma injusta e oportunista! Fiquei decepcionada e profundamente triste!!! Agora novamente tenho a chance de escolher: Correr o risco e continuar me aprofundando pelo menos num relacionamento, ou me fechar como uma ostra e me isolar... Bem, neste momento, ainda estou muito dolorida, mas acho que darei conta de continuar me arriscando! E que a dor que sinto agora seja para uma amplidão maior dos caminhos do meu coração.
Escrito por esther às 22h37
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Mais comemoração!
No dia seguinte, ontem, eu já tinha combinado que almoçaria num lugar bem gostoso com o Gabriel (7a), Paolo(5) e Rafael(3), meus netos, e os pais, Cassia e Rodrigo. Logo cedo fomos para Itapeva, onde eles moram. A recepção foi demais para meu coração sexagenário: Os tres estavam carregando bexigas com dizeres especiais para mim. Cada um tinha feito desenhos como presentes: O Rafa desenhou um monte de riscos, cada um de uma cor e me disse que era um arco-iris, o Paolo alem de escrever que me amava fez um desenho onde ele e eu estavamos juntos; e o Gabriel tb escreveu "Feliz aniversário" e fez dois carros, um grande e um menor (era ele e eu). Estes desenhos estavam dentro das bexigas que eu tive que estourar e tirar os presentinhos de dentro delas. Fiquei muito contente. O que não falta para a Cassia é criatividade. A idéia toda foi dela, que sem gastar nada, fez algo tão especial, para que as crianças me recebessem com festa e alegria. Escolhemos passar o dia num hotel fazenda. Foi muito bom. Eles se divertiram e eu me alegrei muito. Num determinado momento o Paolo me disse: " Vovó, estou adorando sua festa!" A festa naquele momento era escorregar no tobogã e cair na piscina. E no fim do dia ele fechou:" Não teve cavalos (uma referência a frustração de andar de cavalo, pois o animal não estava disponível), mas mesmo assim eu gostei muito do dia." Na volta, para casa deles, muita chuva. Compramos mel e pegamos o bolo, já encomendado e fomos para o "parabéns!" Foi festa a contento de todos. Consegui um bolo do gosto deles e do meu: Recheio de chocolate trufado e cobertura de mashmelow. O recheio para os meninos e a cobertura para mim. Foi perfeito. Eu comia a massa e a cobertura e eles comiam o recheio...tudo de bom! Muita chuva na volta para Sampa. Chegou a hora de ver os e-mails, telefonemas gravados na secretaria, recados no orkut e outras formas de manifestação. Algumas pessoas por gratidão pelo que sou para elas, outras porque gostam muito de mim, outros porque se esquecerem, eu vou ficar bem triste, outros que não sabem quando faço aniversário, mas eu fiz questão de lembrá-los, enfim... é muito bom ser lembrada e felicitada. Sou grata a cada um de forma específica! Talvez não consiga demonstrar para cada um o que senti, mas que todos cooperaram para minha intensa alegria, cooperaram!Amei fazer 62 anos!!! Ano que vem, se Deus permitir, tem mais!!!
Escrito por esther às 11h18
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Meu aniversário
No ultimo dia 06 completei 62 anos de vida. Resolvi comemorar simplesmente levando o dia e aproveitando cada acontecimento. Levantei as 5.00h, e na companhia do Eliel, meu marido, fui caminhar no Parque Ibirapuera (tenho o privilégio de morar bem perto). Tomamos café na padaria. Adoro os "mineirinhos"(queijo branco na chapa, no pão francês) com uma média de café com leite, (mais leite que café). Depois, de metrô e a pé fui até a mansão de beleza "Na Bahia", em Higienópolis. Ali está a Lenir, artista em cabelos, que sempre me presenteia com um corte de cabelo moderno. Almoçei no Kilo do japonês, lugar, embaixo do meu prédio, simplérrimo, mas comida sempre fresquinha e deliciosa, depois fomos tomar café na Kopenhangen - escolhi o capuccino, que é feito, diferentemente da Itália, com muito chocolate. E chocolate delicioso! Nunca me permito estas extravagâncias, mas me deixei levar pelas delícias deste capuccino que deveia ser chococcino! Quatro da tarde! O que fazer? Conhecer as novas salas de cinema no shopping Cidade Jardim? Ou descer a Imigrantes e tomar sorvete em uma das praias de Santos? Bem, como Vila Mariana já fica bem perto de sair para a Imigrantes, Santos ganhou! A Imigrantes, mesmo sendo sexta-feira a tarde. E a Imigrantes, se não é deveria ser a Rodovia número um do país (Vale os R$17,00, cobrado no pedágio)! Arquitetura admiravel, bem sinalizada e com toda segurança possível. O visual da estrada foi um colírio para meus olhos: A mata que ladeia a estrada está cheia de quaresmeiras e maracás que nesta época do ano dão um colorido degradee do rosa claro ao roxo escuro, para estontear qualquer um que consigar percebê-las. Me senti embriagada por tanta beleza. Chegamos em Santos por volta das 17.00h. A tarde era perfeita: O céu tinha poucas nuvens brancas, o sol lindo e claro que me revestiu inteira com seus raios ultra violetas. A praia larga, bem limpa, areia fina, leve e solta que na caminhada me convidou a descaçar os pés! Caminhamos assim, por mais de uma hora, observando e sentindo cada movimento: das pessoas e da natureza. Sentamos num banco, também na praia, e tomamos água de coco gelada e hidratante - prazer perfeito! Pastel. Pastel? Bem pastel, sempre me lembra o Mitsuo, um japonês, pastor e amigo, muito parecido com o ator do filme Karatê Kid, que é alucinado por pastel! Bem ali na nossa frente uma franquia do Pastel do Trevo. Nunca como pastel, mas decidimos que nossa janta seria um baita (30 cm) pastel do Trevo. E pra fechar sorvete a beira mar!!! Voltamos. Eu estava feliz e radiante! No dia seguinte teria mais!
Escrito por esther às 10h53
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Viagem no dia de Natal
Durante toda minha vida nunca imaginei que um dia viajaria bem no dia 25 de dezembro.
Natal para mim, atualmente, combina com ficar em casa, de preferência, nosso chalé em Campos do Jordão, fazer alguma comida que não faço durante o ano e ver a alegria das crianças abrindo os presentes! Mas neste ano, por causa de uma outra criança, que fará parte da nossa família, Tarsila, precisei, eu e Eliel, meu marido, viajar exatamente no dia 25, próximo da hora do almoço. E o mais interessante, sai de um aeroporto que nunca tinha ido - Viracopos em Campinas - por uma empresa que eu nem sabia que existia - Azul - para um estado exageradamente quente - Bahia ( Eu adoro temperturas amenas). Tudo era novo e ao contrário dos meus costumes. Mas gostei imensamente destas mudanças. É tudo de bom, quando estamos abertos para o novo e para o inesperado. Chegamos em Salvador ao meio dia, num dia claro e ensolarado. Quem já viajou de avião para Salvador, sabe, nada é mais bonito do que ver o contraste do azul do céu azul com o branco exagerado das nuvens e o mar límpido refletindo o firmamento. É emocionante. E na verdade as palavras que encontro não conseguem, definir o meu encantamento diante de tanta beleza.
Valeu por demais esta viagem! Obrigada Tarsila. Obrigada Carla e André pelo convite para fazer parte deste momento tão especial na vida de vocês!
Escrito por esther às 16h31
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Ceia de Natal - 2008
Natal em família
Por causa da chegada da Tarsila, a ceia de Natal que programei para receber meus familiares, precisou ser cancelada. A Cássia minha filha se ofereceu, e o fez expressando muito contentamento, para receber as pessoas, em número de dez, que viriam para minha casa. Fiquei muito feliz com a prontidão dela.
Rapidamente, ela fez um cardápio lindo e enviou para os convidados via e-mail. Vi que seu cardápio era simples, porém fino e caprichado. Acho que o melhor de tudo foi constatar algumas coisas que confirmam que ela aproveitou e aproveita daquilo que tentei passar: Ela veio até minha casa pegar algumas receitas. Não que ela não as tenha. Acho mesmo que ela cozinha melhor que eu (quando ia para o fogão sempre fui reconhecida como boa cozinheira, mas ela é muito melhor), mas ela queria algumas receitas de alguns pratos que eu sempre fazia no natal, como o ponche, o sorvete, o arroz brasileiro e o peito de peru recheado. Pegou ainda duas toalhas com motivos natalinos e se foi.
Quando chegamos para o jantar na véspera do Natal, a mesa estava linda. Bem decorada, e bem melhor do que eu faria. Tudo organizado. Quem diria que aquela adolescente tão bagunçada a ponto de ser impossível entrar no quarto dela um dia faria algo tão lindo e tão saboroso. Sim, a comida estava perfeita. Nem mais, nem menos. Toda a casa revelando que era noite de natal. A árvore com luzinhas, os presentes, a estrela acendendo e apagando, as crianças correndo pela casa toda, felizes. Enfim era bom demais para meu coração ver tanto dela e um pouco de mim! Valeu a mudança de local para a ceia do Natal de 2008.
Parabéns e muito obrigada, minha filha!
Escrito por esther às 16h23
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É NATAL
Chegou o Natal!
Por muito anos da minha vida o Natal foi uma data mais de dores e sofrimentos do que qualquer outra coisa. Quando pequena fui ensinada a colocar meus sapatos na janela, na véspera do Natal, que durante a noite Papai Noel passava e deixava um presente. Fiz isto por alguns anos, mas meus pais não tiveram a sensibilidade de colocar algum presentinho nos meus sapatos. Então pela manhã eu levantava ansiosa para ver o que tinha nos meus sapatos e nunca tinha nada. Eu me enchia de culpa. Achava que era ruim demais para ser lembrada por papai Noel. Ou então pensava que morava muito longe e ele não tivera tempo suficiente para chegar até minha casa. Pensava ainda que não tinha nenhuma importância. Era pobre demais para ser lembrada! Felizmente fui crescendo e descobri a verdade. Porém, descobrir que Papai Noel é apenas uma figura do Natal não tirou de mim o desconforto, a frustração e a tristeza, que ficara daqueles anos onde eu sofria tanto por constatar que meus sapatos estavam vazios. Então por muitos natais vinha a minha lembrança estes sentimentos de: sou ruim, moro muito longe e sou muito pobre! Por isso sou esquecida!
Quando já tinha 26 anos, no começo do mês de dezembro eu comecei a acreditar que Deus me amava porque sem que eu fizesse o menor movimento para caminhar na direção dele, Ele me achou e graciosamente me alcançou de tal forma que foi impossível continuar sendo a mesma pessoa. A crença de que Deus se fizera gente em Cristo e morrera na cruz para que eu tivesse Vida começou a fazer sentido para mim. Quando chegou o dia 25 daquele mês, pela primeira vez, eu comemorei o natal como a data em que se festeja o nascimento de Cristo. Mas ainda não tinha me apossado de todo o mistério que envolve esta data tão significativa.
Bem, na verdade, Cristo não nasceu no dia 25 de dezembro, mas isto nem faz diferença diante do significado verdadeiro do Natal!
Hoje Natal para mim, é a celebração dos céus descendo a terra; a distância entre nós e as alturas, desapareceu! O Eterno se torna limitado ao tempo. Natal é a fecundação do Sagrado no humano. Desta fertilização resultou a gestação e o nascimento de Cristo Redentor; é Deus descendo das alturas e nascendo como um bebê envolto em panos numa manjedoura no estábulo. O Todo Poderoso se torna dependente. Necessita do seio de Maria para amamentá-lo, do seu colo para o aconchego e dos seus cuidados para crescer.
A estalagem era o lugar de hospedagem e de reuniões para a troca de idéias; o estábulo, além de abrigar os animais, era o lugar para os esquecidos, para os mal vistos, para os ignorados. E foi lá que Maria deu à luz o menino Jesus. Deus "desceu" dos céus e começou sua vida como encarnado entre os simples, os transgressores, e os esquecidos. Viveu todas as nossas possíveis dores e conhece até os nossos impossíveis caminhos. Inocente e injustiçado, morreu como bandido cumprindo pena de morte. Então conhece também, até as situações, por mais degradantes que sejam, de um ser humano. Não há trilhas novas ou desconhecidas. Todas já foram abertas e percorridas pelo Deus que se fez gente. Diante disto, posso acreditar:
eu não sou esquecida, não moro longe, minha transgressão é perdoada, tenho muito valor, e sou presenteada com a Graça redentora em mim!
Que neste Natal você possa se alegrar com os presentes e com tudo que diz respeito à festa natalina! Mas possa também permitir que o Sagrado lhe penetre, e que esta penetração resulte na gestação da graça, da misericórdia e da redenção em você; e que ao nascer alcance você mesmo e todos os que estão a sua volta.
Então?! Rendamo-nos como Maria! E Deus nascerá em nós e de nós. Todos os dias!
É Natal!
"Mas para a terra que estava aflita não continuará na obscuridade...O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte resplandeceu-lhes a luz....Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu..." Profeta Isaias Século VIII a.C.
esther carrenho - Dez/2008
Escrito por esther às 09h46
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RUPTURA INTERIOR
(Do livro: Cartas da Prisão (1969 - 1973) - Frei Beto. Editora Agir. Página 60)
"Talvez a distância que exista entre palavras e atos seja a principal causa da nossa ruptura interior. Aceitamos o jogo dos verbos e damos lances de acordo com o adversário. Falamos o que ele quer ouvir e não o que precisa ser dito. A ponto de cairmos em total contradição., porque não somos capazes de uma só palavra. Aceitamos a mentira como etiqueta de convivência e conivência. Nesse jogo, os únicos derrotados pela própria ilusão somos nós mesmos. Aos poucos nos perdemos no labirinto que armamos com a melhor das intenções.
Confundimos frequentemente a fé com amor. Teoria e práxis. Achamos que atingieremos nossos objetivos apenas porque cremoms. Caímos no círculo dos milagres. Na fase onde a evocação constitui nossa única ação. Aguardamos os deuses solucionarem nossos problemas. Olhamos para os céus como se quiséssemos forçá-los descer a terra. Entre o que cremos e fazemos. O querer e o decidir. O que se propõe e o que se arrisca.
O único equilíbrio possível, a única maneira de encontrar a paz, a unidade, é no amor. No sair de si. Na ação. O amor é fundamentalmente práxis, transformação, crescimento. Sintonia entre desejo e decisão. Inútil esperar que o milagre venha substituir a nossa incapacidade de ação. A fé só é real quando traduzida em obras. essas falam por si, dispensam palavras. Fazem nos passar de espectadores a atores. Exigem risco, coragem diante do imprevisível, humildade perante a vida.
A paz interior e exterior, não resulta do mero equilíbrio de pólos opostos. Só é autêntica quando fruto da justiça. Dai porque a paz se constroí na luta implacável consigo mesmo e com os outros; com tudo que de alguma forma, trai, deturpa ou encobre a justiça."
Amei este texto. Li e reli muitas vezes!
Escrito por esther às 08h05
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Diminuindo o passo.
A coisa mais deliciosa foi ser escolhida, entre os quatro adultos presentes, para ver aqueles dois bracinhos de dois anos estendidos na minha direção me pedindo colo! Era dezembro de 2007 e era a inauguração da árvore de natal gigantesca levantada no Parque Ibirapuera. Testei e vi que aguentava bem, aquele garotinho encavalado, de lado, na minha cintura revelando gostar do conforto que tinha enquanto eu andava metros e mais metros em direção a árvore e ao local dos shows, próximo da árvore!
O que eu tinha esquecido é que já tenho 61 anos e por mais bem condicionada que estava, havia um desgaste natural de todos meus músculos que merecia ser respeitado!Alguns dias depois uma dor não tão forte, mas enervante, não me deixava esquecer que tinha quadril! No dia seguinte uma piora acentuada, anti-inflatórios potentes, ortopedista, fisioterapeuta, mil exames (até ressonância magnética, que em são juízo, nunca mais vou fazer)e oito meses se foram.
Já estou melhor! Mas tudo indica que naquele dia de dezembro fiz um esforço enorme de tal forma que sensibilizei um dos músculos da minha perna que agora reage com dor, em esforços bem menores!Diminui o passo. As vezes com intervalos de até 30 segundos para dar o próximo passo.Com isto estou percebendo melhor as pessoas que antes me atrapalhavam: os velhinhos de bengalas ou de passos curtos e lentos, as mães com carrinhos e seus bebês, as mães segurando criança pequenas ou no colo ou pelas mãos, os camelôs, os namorados sem pressa e os pedintes e moradores de rua.
Quando percebi que estava notando esta parte da população, pensei: "Me aguardem. Logo, logo farei parte definitivamente do time dos que andam devagar." Digo logo, porque me médico já diagnosticou:" Esther, vc não tem nada grave, apenas uma inflamação que não compromete nem a força e nem o movimento das suas pernas." Ótima notícia.Mas estou muito perto de fazer parte da população chamada IDOSA. Então é só uma questão de tempo.
Enquanto este tempo não chega, ainda poderei pegar meu lindinho muitas vezes. E como não sou mais a mesma serei mais tolerante e amorosa com os que caminham devagar. Prestarei mais atenção em cada um, lhes dirigirei a palavra,o olhar e o sorriso.E mesmo estando sem dores diminuirei meus passos!
Obrigada "Fael" (Rafael) querido. Você me ajudou muito!
Escrito por esther às 10h19
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